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Portugal tem “um potencial imenso” na Economia Digital defende Pedro Siza Vieira

Portugal tem “um potencial imenso” na Economia Digital defende Pedro Siza Vieira

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O ministro Pedro Siza Vieira afirmou em entrevista no Portugal Digital Summit’20 que o potencial de Portugal “é imenso”, admitindo que partimos de trás relativamente a um conjunto de outros países da UE nesta área mas sublinhando que “temos a grande capacidade de adaptação e flexibilidade da população e das empresas portuguesas”.

 

A aposta do Governo no Plano de Ação para a Transição Digital, o Plano de Recuperação e Resiliência, a qualificação das pessoas e das empresas foram temas abordados por Pedro Siza Vieira, Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, durante uma entrevista no Portugal Digital Summit’20.

 

O ministro começou por destacar a sua surpresa com a tecnologia que está a ser usada no Portugal Digital Summit. “É uma estação de TV que está a ser a funcionar no antigo Museu dos Coches”, sublinhou, referindo que “num espaço que tem 200 a 300 anos estamos a ser capazes, com a melhor tecnologia que existe, oferecer aos que estão a assistir, a qualidade de um estúdio de TV”.

 

As prioridades do Governo em termos de Transição Digital foram elencadas por Pedro Siza Vieira, que lembrou que “em fevereiro de 2020 aprovámos o Plano de Ação de Transição Digital do Governo, mal sabíamos que algumas semanas depois estaríamos confrontados com esta grande mudança na sociedade provocada pela COVID-19”. As prioridades que foram identificadas estão elencadas em 3 áreas de ação: “qualificar e requalificar as pessoas, capacitar as empresas e ser capazes de transformar a AP para que esteja ao nível das exigências que uma sociedade e economia moderna colocam aos sistemas públicos”, refere o Ministro.

 

“Queremos usar as tecnologias como motor de transformação do país, no sentido de nos fazer crescer em produtividade e na construção de uma sociedade mais justa E inclusiva que não deixa ninguém para trás”, afirma.

 

O Plano de Recuperação e Resiliência, que foi agora apresentado, “permite pôr músculo financeiro por trás do Plano de Ação para a Transição Digital e por isso acelerar o programa que tínhamos identificado”, afirma.

 

O Ministro dá alguns exemplos, como a ideia de acelerar o Indústria 4.0, que pretendia capacitar 20 mil empresas do tecido industrial, para além do esforço com as e micro e pequenas empresas do tecido comercial, e o financiamento de 350 projetos transformadores que nas várias cadeias de valor e em muitas empresas para que pudessem ajudar a dar o salto para maior nível de capacidade digital.

 

“Com o Plano de Recuperação e Resiliência temos agora verbas mais do que suficientes para financiarmos todo esta plano. O conjunto de medidas que identificámos na transição digital corresponde a 31% das verbas que temos disponíveis e subvenções no Plano de Recuperação nacional, cerca de 2.250 milhões de euros, com uma parte muito importante para a qualificação das empresas e uma parte muito significativa da nossa administração”, afirmou.

 

Pedro Siza Vieira admite que “o potencial é imenso” na Economia Digital, porque apesar de partirmos de trás relativamente a um conjunto de outros países da UE “temos a grande capacidade de adaptação e flexibilidade da população e das empresas portuguesas”, afirmou, lembrando ainda que “as PME europeias são consideradas pela UE como as mais inovadoras em toda a União Europeia”.

 

“Com os recursos certos podemos acelerar isso e acho que o vamos fazer inevitavelmente”, sublinha, mostrando a sua confiança que é alavancada na forma como as empresas se adaptaram nos últimos meses. “O que verificamos nos últimos meses da pandemia é que as empresas que têm maior maturidade digital foram as que se adaptaram mais facilmente, muitas cresceram em faturação, muitas empresas grandes e micro empresas passaram a ter uma presença digital e perceberam que não só cresceram o seu negócio nesse segmento como conseguem chegar a mais clientes e até extrair mais valor da relação com cada cliente”, justifica.

 

“Foi um período de aprendizagem forçada, se calhar pelas piores razões, mas que mostra o potencial que temos nesta faculdade de crescermos mais e com mais valor”, admite Pedro Siza Vieira.  

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