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IoT: A porta de entrada para uma nova forma de sociedade

IoT: A porta de entrada para uma nova forma de sociedade

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No Portugal Digital Summit debateu-se o potencial da Internet das Coisas (IoT) como oportunidade de negócio, nomeadamente através da melhoria do serviço ao cliente fornecendo acesso em tempo real aos dados necessários, da oferta de experiências inovadoras ou da melhoria da qualidade de vida tornando-a mais fácil e confortável. Tiveram a palavra Miguel Oliveira da EDIGMA e Sérgio Rodrigues da Reckon.AI.

 

Na sessão Service Powered by IOT do Portugal Digital Summit, que este ano decorre em edição digital e que pode acompanhar aqui, Miguel Oliveira, Presidente Executivo e Fundador da EDIGMA, e Sérgio Rodrigues, Chief Operating Officer da Reckon.AI, debateram a importância da fusão entre o físico e o digital concretizada pela promessa da Internet da Coisas (IoT) e pelo advento do 5G, e de todas as vantagens que esta nova realidade poderá trazer às pessoas e à sociedade em geral.

 

"O potencial do 5G é enorme, e associado a isso está a velocidade para dar uma nova alma ao que já existe – e também com a necessária fiabilidade, para que os serviços possam ser usufruídos pelos consumidores de uma outra forma ainda mais inteligente e dinâmica", começou por dizer Miguel Oliveira. O responsável deu dois exemplos práticos: “Na mobilidade vamos ter mais inteligência na gestão de frotas e de percursos, e o confinamento mostrou que nem sempre precisamos de nos deslocar para o local de trabalho, o que nos dá formas e oportunidades de encarar a conectividade com parceiros e clientes; na saúde também não precisamos de nos deslocar sempre que temos de recorrer a serviços de saúde, pois existe um leque de escolha mais alargado que nos permitem o acesso a solução para até ultrapassar as limitações que estamos a viver.”

 

Para Sérgio Rodrigues, a IoT tem como grande vantagem subjacente a sensorização – e deu um exemplo prático: “Tendo um sensor de temperatura ou de humidade num campo de plantação permite-me controlar as condições do terreno, se é necessário regar ou adubar; em teoria produzo assim um melhor produto e sou mais amigo do ambiente porque não preciso de usar mais pesticidas do que o estritamente necessário – e se usar um sensor de GPS e de temperatura no transporte faço a rota mais eficiente e sempre controladas, poluo menos e as matérias-primas estão em segurança até ao ponto de venda, onde prateleiras inteligentes nos dizer que artigos é preciso encomendar e quando o fazer, na proporção certa.”

 

O responsável da Reckon.AI realçou ainda o facto de “ao termos esta inteligência na área do consumo podemos alargar os horários de venda e funcionamento”, na medida em que “não é necessário haver pessoas a atender e dando assim uma maior flexibilidade ao consumidor em termos de possibilidades de escolha, e ao retalhista ao selecionar o stock de venda através de uma previsão mais eficiente face à sua realidade, otimizando-se o processo em toda a cadeia.”

 

Todos estes cenários baseiam-se numa questão muito importante: a privacidade e controlo dos dados. Para Miguel Oliveira, o aspeto mais relevante desta questão depende precisamente dos cidadãos: “Iremos reconfigurar o nosso modelo de vida, mas os dados são nossos e tem de haver regulação para sabemos que eles estão a ser salvaguardados e podem ser destruídos se assim for nossa vontade – mas sabendo também que podem ser usados para nos proporcionar a qualidade de vida que a IoT nos pode trazer.” Otimista por natureza, o responsável da EDIGMA acredita que apesar de se perspetivarem novas formas de ameaças “a tecnologia está a evoluir de uma forma que nos vai trazer condições para termos a segurança ter outros mecanismos de combate à fraude nesta nova forma de sociedade”.

 

E como vai ser esta nova forma de sociedade? Os dois responsáveis revelaram ter já algumas ideias sobre possibilidades concretas – e até convictas. “Não tenho dúvidas de que a IoT vai mudar o mundo para melhor, sou engenheiro e tenho uma forma muito analítica de ver as coisas” disse Sérgio Rodrigues, concretizando que “há muitas operações que podemos sensorizar e dar assim a possibilidade a uma máquina para tomar decisões mais simples, eficientes e em tempo útil, e que podem dar resposta aos problemas do mundo”.

 

“O futuro passa por escolher uma plataforma que nos facilite a vida sempre nesta lógica de optar por algo que nos permita um melhor nível de vida, de sermos mais felizes e de aproveitarmos a tecnologia termos mais para dedicar à família e aos amigos”, rematou Miguel Oliveira, concretizando também com uma ideia: “na EDIGMA estamos já a trabalhar em formas de B2C para otimizar o tempo que passamos nas lojas, focando e correlacionando a previsão das compras que quero fazer e o atendimento necessário.”

 

Se esta nova forma de sociedade irá ameaçar os cidadãos nas suas qualificações e postos de trabalho, o “engenheiro” Sérgio Rodrigues foi novamente pragmático na sua visão: “A nossa relação com o trabalho vai mudar, e provavelmente quem vier a seguir a nós não vai precisar de trabalhar tanto – algo que para as gerações mais novas até poderá ser mais natural, pois não têm tanta necessidade com a propriedade. Vamos por isso reconfigurar-nos para termos mais qualidade de vida, mais tempo para as coisas que mais gostamos de fazer e parte das horas que temos hoje no trabalho tradicional serão convertidas em inteligência automática que o fará por nós. E isto não é dramático, vamos ter de reaprender.”

 

O Portugal Digital Summit decorre até 23 de outubro, num formato online, com transmissão em streaming e no canal 420 das quatro operadoras de TV, MEO, NOS, NOWO e Vodafone.

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