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A tecnologia como enabler de boas experiências

A tecnologia como enabler de boas experiências

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Como pode a tecnologia ajudar a chegar mais longe e de forma mais abrangente na proteção da saúde mental e na promoção do bem-estar das pessoas? Foi este o tema que serviu de mote à conversa com Elisabete Ferreira, Fundadora e Presidente Executiva da NewNormal, e Carlos Moreira, Cofundador e CTO da EmotAI.

 

No painel Happier With Techs do Portugal Digital Summit, que este ano decorre em edição digital e que pode acompanhar aqui, Elisabete Ferreira, Fundadora e Presidente Executiva da NewNormal, e Carlos Moreira, Co-Fundador e CTO da EmotAI debateram a sempre importante questão da tecnologia como enabler de boas experiências e do nosso bem-estar.

 

Para Carlos Moreira, a tecnologia “não é boa nem má, depende do uso que lhe damos”. Mas mesmo sendo “otimista por natureza”, confessa que pode ser “tão imersiva a ponto de levar ao isolamento do indivíduo”, sendo por isso fundamental que este seja capaz de “equilibrar o seu tempo nos meios digital e físico”.  “Se não fosse a tecnologia estaríamos em isolamento social profundo, por isso quem estava zangado com a tecnologia espero que tenha feito as pazes com ela”, começou por ironizar Elisabete Ferreira, afirmando num tom mais sério que acredita haver mais oportunidades de bem-estar com a tecnologia do que tudo o resto. “Há que saber utilizar o mundo digital para o nosso bem-estar. Por exemplo, eu estou confortável em ceder os meus dados para isso me diminuir a ansiedade – há aliás tecnologias que nos ajudam a controlar o tempo que estamos online.”

 

A responsável da NewNormal considera que o “grupo de risco é o mais jovem, já nasceu na era digital e as suas rotinas são diferentes daquelas das pessoas mais velhas: por exemplo, estes preferem ver um arco-íris ao vivo e a cores ao passo que os mais novos optam por vê-lo no YouTube”. Tendo em conta estes estímulos físicos “que foram perdidos”, Elisabete Pereira considerou fundamental encontrar diversão sem ser através de um ecrã. “Há que criar experiências transformadoras, como por exemplo em áreas como a da saúde. Há muita coisa a fazer com as tecnologias standard, há um gap que não se explorou de pequenas interações que contribuem imenso para o bem-estar.”

 

A metáfora da toca do coelho foi trazida à discussão por Carlos Moreira. “A Internet oferece tudo à distância de um clique e os jovens podem sentir-se excluídos, receando perder a forma como as tendências são seguidas, o leva a alguma frustração sobretudo na adolescência.” O responsável da EmotAI salientou a importância das aplicações nesta questão, sendo necessário cada um decidir se o seu bem físico ou mental beneficia em gastar tanto tempo em determinada app. “Temos bons exemplos de apps que combatem o sedentarismo e promovem a saúde, questões que até podem ser monitorizadas por um smartwatch e outros wearables, mas convém ter presente que há tecnologias que são desenhadas de base para serem mais viciantes.” No entanto, Carlos Moreira sublinhou que “a geração mais nova já está ciente deste tema e sabe que tem de ser ela própria a decidir que está a usar aquela app ou rede social para o seu bem e não em prol daquela grande corporação”. Aliás, os mais novos “já sabem o que é um ad block e como não receber publicidade num site – e se calhar até estarão dispostos a pagar uma mensalidade mais baixa para receber conteúdos com anúncios em vez de estarem a dar dados pessoais para depois serem utilizados e vendidos, sabendo claro que nada é gratuito”.

 

Para o Carlos Moreira, a solução passa por encontrar um ponto de compromisso que permita “educar os jovens e tornar a experiência mais agradável para todos”. “A publicidade standard não tem espaço para os jovens hoje em dia, e isso exige mais das marcas”, vincou Elisabete Ferreira. A questão para a responsável da NewNormal é a relevância: como conseguir obtê-la para um jovem, e que tipo de comunicação se deve usar para uma marca ser relevante e não se impor? Como resposta, deu um exemplo concreto: “Se pensarmos num serviço de homebanking, uma app que me permita poupar para ir numa viagem pode ser a relação relevante que os mais jovens procuram”.

 

Com o advento do 5G e com a chegada de tecnologias cada vez mais imersivas, seja o que for que o futuro nos traga “a tecnologia tem de estar ao nosso lado, tem de ser transparente e acompanhar o nosso dia e de surgir no momento certo à hora certa – não consigo ver o tema de outra forma”, confessou Elisabete Ferreira.  “Terá sempre de haver alguma socialização física”, concordou Carlos Moreira, salientando que “é responsabilidade de quem desenha a tecnologia tentar aproximar pessoas, e não impor um assistente de IA com quem posso falar de manhã ou jantar virtualmente - aí há um perigo de socialização”.

 

O debate foi rematado com esta ideia comum: A tecnologia só irá promover o nosso bem-estar e ser bem recebida se responder a problemas atuais e facilitar a nossa vida, e não se for criada para nos tirar coisas que estão garantidas ou até estar acima de nós.

 

O Portugal Digital Summit decorre até 23 de outubro, num formato online, com transmissão em streaming e no canal 420 das quatro operadoras de TV, MEO, NOS, NOWO e Vodafone.

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